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Adeptas do bronzeamento artificial temem as rugas, não o câncer de pele
09/06/2010
Americanas só desistem do procedimento ao saber que podem ficar com a pele enrugada
Seria a beleza mais importante que a saúde? Para algumas mulheres, definitivamente sim. Saber que o bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco de melanoma pele não intimida as jovens aficionadas pelo procedimento. Um estudo americano publicado na revista Archives of Dermatology apontou que elas só se animam a acabar com esse hábito quando informadas sobre a quantidade de rugas que ele pode causar.
“Elas não estão preocupadas com a doença, mas sim com o risco de ficarem enrugadas e pouco atraentes,” afirma June Robinson, professora de Dermatologia da Universidade Northwestern e autora da pesquisa. O trabalho acompanhou 435 universitárias de 18 a 22 anos, acostumadas a fazer o bronzeamento regularmente, e apontou a melhor estratégia para convencê-las a passar longe de câmaras que emitem radiação ultravioleta equivalente a oito horas de sol forte : advertir sobre o impacto isso pode ter na aparência.
“O medo de ficar com má aparência é mais forte do que tudo,” afirma Joel Hillhouse, também líder do trabalho. Não por acaso, alertar as participantes sobre o risco do envelhecimento precoce levou a uma queda de 35% nas visitas às clínicas de bronzeamento. “Esse era o argumento com maior poder de persuasão, independentemente do motivo pelo qual a paciente se submetia ao procedimento”.
O estudo incluiu dois grupos de jovens literalmente “viciadas” no procedimento. Um deles era composto por pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal, que odiavam a tonalidade da própria pele. O outro era composto por pacientes diagnosticadas com Desordem Afetiva Sazonal (SAD, em inglês), que sentiam-se mais felizes e relaxadas após uma sessão de bronzeamento.
Até mesmo os autores do estudo ficaram surpresos com os resultados. A expectativa era que o apelo “estético” funcionasse bem apenas entre as pacientes de transtorno dismórfico corporal, mas ele acabou sendo mais eficaz também entre aquelas que se bronzeavam por problemas de humor.
Hillhouse deu um conselho aos médicos e familiares que tentam convencer a alguém a parar com o bronzeamento: não enfatizar o câncer de pele. “O que realmente chama a atenção das mulheres são os efeitos deletérios que o escurecimento pode ter em sua aparência”.